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Pontos Turísticos de Colatina

 

Pôr do Sol

O Pôr- do-Sol de Colatina foi classificado na década de 60 pela revista americana "Time", como um dos mais bonitos do mundo. É o símbolo da terra quente, não só pelo calor das altas temperaturas, mas pelo calor humano, pela hospitalidade do seu povo.
Nas tardes quentes do verão, ou mesmo nas outras estações com muito sol e calor, surgem no horizonte em torno do sol poente as cores amareladas, avermelhadas, azuladas, lilases e de muitos outros tons que fazem o maior espetáculo da cidade, emoldurando a paisagem com a silhueta dos pescadores nas canoas que singram as águas do Rio Doce.
Paisagem que faz parte do espetáculo admirado no entardecer pelos caminhantes da Avenida-Rio, simbolizando o quente coração colatinense, harmonizando a generosidade da natureza e a presença do homem.

Catedral do Sagrado Coração de Jesus

A partir da Lei 5.246, sancionada em 25 de outubro de 2006, a Catedral Sagrado Coração de Jesus, antiga igreja matriz, tornou-se o mais novo patrimônio histórico municipal, uma área de preservação histórica, artística e cultural. De acordo com a lei, nada poderá ser alterado em um raio de 50 metros da Catedral. Estão proibidas obras que venham a obstruir a visão do templo em todo o perímetro urbano de Colatina.
Padre Geraldo Meyers foi o responsável pela construção da então igreja matriz, cuja pedra fundamental foi lançada em 1952, na administração do prefeito Justiniano de Mello e Silva Netto. Passou a ser denominada Catedral no final da década de 80 quando o Papa João Paulo II criou a Diocese de Colatina.
O engenheiro responsável pela planta da matriz foi Calixto Benedito, o mesmo que projetou o Santuário de Aparecida, em São Paulo, e o construtor foi Ludovico Dalla Bernardina. Com a saída de padre Geraldo veio para vigário da Paróquia o Cônego Maurício de Mattos Pereira, quando faltavam apenas alguns acabamentos internos. A parte principal com vitrais, sinos, relógio e reboco já estava pronta.

 


Os três sinos existentes foram feitos em São Paulo pela Fundição Artística Paulistana (Sinos de Bronze-Ângeli). O maior pesa uma tonelada, o médio tem quinhentos quilos e o menor 200 quilos. As janelas da torre da igreja onde está o relógio, que também veio de São Paulo, medem 7m x 11m.
São duas torres. É na torre maior, de 47 metros de altura, que está assentado o relógio de quatro faces, com nove metros quadrados e números em algarismos romanos e controlado por um sistema de pesos automáticos. As horas podem ser conferidas pelos colatinenses à longa distância. A torre menor da matriz, situada à direita, é toda coberta de cobre e tem sobre ela uma escultura de um galo, e foi feita por um especialista de São Paulo.
As telhas que cobrem o restante da igreja vieram do município paulista de São Caetano. Na frente da capela há dois emblemas, um da Alemanha, e outra da Áustria, colocados por indicação do padre Geraldo, por ele ser natural da Alemanha, e por ter sido um austríaco quem colocou os vitrais. As paredes são feitas com enormes vitrais coloridos com motivos religiosos e passagens bíblicas trazidos da Europa pelo padre Geraldo.

 

 

Ponte Florentino Avidos

Foi inaugurada em 1928, e com ela ocorreu a efetiva colonização da região Norte do Estado. Foi iniciada para a construção da Estrada de Ferro Norte do Rio Doce, de Colatina a São Mateus, que não foi concluída. Liga as regiões norte e sul da cidade e forma com a avenida Beira-Rio, o rio Doce e o pôr-do-sol o cartão postal de Colatina.
O nome é em homenagem ao governador do Estado da época, então presidente do Estado, Florentino Avidos (1924-1928). Chama a atenção pelo seu comprimento, devido à imensa largura do Rio Doce que corta toda a cidade.

Ninho das Graças

O "Ninho das Garças Insetívoras" é um dos dois mais importantes santuários ecológicos de Colatina e fica na localidade de São Sebastião do Norte, na margem esquerda do Rio Doce, na rodovia que liga Colatina ao município de Marilândia, no km 6, no Sítio Porto das Barcas, de propriedade da família Valente. Lá elas dormem e se reproduzem.
A garça é uma ave pernalta branca aquática, da família dos ardeídeos, de patas, pescoço e bico longo e delgado. As de porte maior, se alimentam de peixes e as menores de insetos.
As garças de Colatina são em maioria das espécies boiadeira e pescadora. As boiadeiras são pequenas e exercem função de inseticida, por isso são também denominadas insetívoras, carrapaticidas, pois se alimentam de pequenos insetos como carrapatos, grilos, lagartas, formigas, baratas, ratos e até cobras. Limpam campos na agricultura e na pecuária, em um raio de 80 km, na região às margens do Rio Doce.
Quem passa pela rodovia pode parar para apreciar a chegada delas ao entardecer no ninho do passeio onde passam o dia, proporcionando um bonito espetáculo com o reflexo do sol.

Biblioteca Pública Municipal

Está situada na região central da cidade. Funciona no antigo armazém da Estação Ferroviária, da área da Estrada de Ferro Vitória a Minas, doada pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) ao município na década de 80.
Foram preservadas as características originais do armazém, que tem 48 metros de comprimento e nove metros de largura, construído no início do século passado. Foi inaugurada no dia 1º de julho de 1989, quando recebeu o nome de "João Chrisóstomo Belesa", em homenagem ao ex-presidente da CVRD.
Seu acervo é formado por cerca de 20 mil volumes, a maioria de livros de clássicos infantis, didáticos, coleções, dicionários, mas também revistas e jornais, nacionais e internacionais. Está totalmente informatizado, assim como outros serviços.
Mensalmente recebe cerca de 1.500 pessoas entre estudantes, professores, pesquisadores e leitores em geral, para pesquisas ou empréstimos de livros.
É formada por um salão de pesquisas com 16 mesas, sala de catalogação, espaço de literatura infantil e outros espaços de apoio. Tem um espaço para o projeto "Era um Vez", desenvolvido por um contador de estórias com as crianças.

Estátua do Cristo Redentor

Foi inaugurada pela Prefeitura em 1975 no bairro Cristo Redentor, hoje Bela Vista, na região central da cidade, na administração do então prefeito Paulo Stefenoni. Construída pelo arquiteto, desenhista, pintor e escultor autodidata, Antonio Francisco Moreira, foi considerada na época a segunda maior estátua do Brasil, ficando atrás apenas da do Cristo Redentor do Rio de Janeiro. Perde para a do Rio em apenas 2,5 metros.
A sua construção foi iniciada em 1974. Tem altura total de 35,5 metros, a altura da estátua é de 20 metros, o pedestal mede 15,5 metros, o comprimento das mãos tem 1,80 metro e a largura de braço a braço é de 40 metros.
Na época da construção Moreira foi chamado de "artista operário". Tinha 54 anos, nascido no município capixaba de Guaçuí, sul do Estado, e era de origem humilde. Órfão de pai desde o primeiro ano de vida, começou a trabalhar ainda menino para ajudar a família. Tinha apenas oito meses de estudos.
Esculpiu as estátuas do Cristo Redentor em Guaçuí e de Itaperuna, no estado do Rio de Janeiro, e a de São Miguel, que fica na torre da igreja católica de Guaçuí. Pintou quadros, murais e retratos de personalidades ilustres.

Praça Municipal

A Praça foi construída na primeira administração de Justiniano de Mello e Silva Netto, inaugurada no dia 1º de janeiro de 1935, com o nome de "22 de agosto". No início do século passado, 1906, era o local da antiga estação ferroviária da Estrada de Ferro Vitória a Minas. Na década de 90 recebeu o nome atual "Belmiro Pimenta Teixeira", em homenagem ao ex-deputado federal.
Está localizada no centro da cidade próxima à Ponte Florentino Avidos e ao lado de dois patrimônios históricos, que é o prédio da Câmara Municipal e uma das escolas mais antigas do município, Aristides Freire. Abriga bancas de revista, é o ponto dos táxis e dos engraxates. Conta com um busto do presidente da República Getúlio Vargas, homenageado durante o seu primeiro governo, na década de 30.
Tem o ar bucólico que só as praças têm e devem ter. Ideal para quem quer sentar e apreciar o movimento dos carros e das pessoas, reencontrar os amigos ou namorar. Ainda guarda o ar romântico de uma cidade do interior. No final das tardes a calmaria convida até à leitura de um livro ou jornal.
Tem o seu espaço utilizado também com atividades pedagógicas, de lazer e manifestações culturais diversas. Também é um ponto de encontro dos aposentados que aproveitam para rever os amigos e sentar nos bancos, sob as árvores mais antigas da cidade, como uma da espécie ficus, um tipo de figueira que foi plantada quando foi construída a praça e é a única ainda existente em Colatina, remanescente de uma época em que elas reinavam absolutas nas praças brasileiras. Tem ainda flamboyant, palmeiras, murtas, oitis e ipês e ainda canteiros com jardins com vários tipos de flores.
Definitivamente Colatina é uma cidade onde as pessoas ainda podem freqüentar as praças. Não é uma cidade de praças vazias como as grandes cidades, devido à violência. Elas ainda podem ser freqüentadas pelas crianças e pelos adultos sem problemas.

Região Serrana de São Pedro Frio

Que o colatinense é conhecido como um povo caloroso e hospitaleiro todos sabem. Que o município é conhecido pelas suas altíssimas temperaturas também é bem verdade. E é calor para ninguém colocar defeito.
Mas o município também precisa ser conhecido pelo seu cantinho muito especial, de clima frio de montanha, considerado um paraíso, e o melhor, situado a poucos quilômetros da cidade. A região serrana de Colatina é São Pedro Frio, a 40 quilômetros da sede e o local ideal para quem quer respirar ar puro, fugir do calor durante o verão e também curtir um inverno muito aconchegante.
Enquanto no inverno na cidade de Colatina o clima também fica mais agradável, em torno de 25º C, em São Pedro a média é melhor ainda, em torno de 18º C, e podendo atingir uma temperatura até mais abaixo.
São muitos os atrativos, entre eles, a Serra da Cangalha, considerada o ponto mais alto com 900 metros de altitude. Muitas pedras são vistas no lugar e a mais famosa é a da "Baleia", esculpida pela natureza com formato do animal marinho, que fica numa serra na propriedade da família Mantai.
A região já é conhecida como "Suíça colatinense" e ainda tem remanescentes de mata atlântica. A vista é deslumbrante. Belas paisagens podem ser vistas em diversos pontos, principalmente quando se descortina o alvorecer e o nascer do sol, contrastando com a cerração e a vegetação formada principalmente por quaresmeiras e muitas samambaias ao longo do caminho das estradas. Há matas e cachoeiras a serem exploradas.
No lugarejo moram cerca de 160 famílias que vivem basicamente da agropecuária, e com muito calor humano e hospitalidade à espera dos visitantes .
O estresse não tem vez em São Pedro Frio. Os cenários deslumbrantes são ideais para piqueniques, acampamentos, com a família ou amigos e até mesmo para fazer retiros para meditação, tudo para se desligar do mundo em clima de muita paz e harmonia com a natureza.
Aos visitantes é aconselhável levar alimentação e água, porque o local ainda carece de uma boa infra-estrutura. Os que já conhecem e freqüentam desde criança apostam nos desenvolvimentos dos turismos rural e ecológico. Quem tem uma propriedade na região não quer vender e quem não tem quer comprar.

Praça do Sol Poente

A Praça Sol Poente é o principal centro de lazer e cultura de Colatina. O nome é em homenagem ao pôr-do-sol da cidade, classificado pela Revista americana "Time", na década de 60, como um dos mais bonitos do mundo.
Também considerada como parque, a praça está situada numa área de 20 mil metros quadrados, que fez parte do percurso da Estrada de Ferro Vitória a Minas, da Companhia Vale do Rio Doce, até 1975, quando os trilhos foram retirados do centro da cidade, e foi doada pela empresa ao município, na década de 80.
Dentro da praça estão situados símbolos remanescentes da Estrada de Ferro, como os prédios da antiga estação ferroviária e de um armazém (Biblioteca Pública Municipal) e ainda um antigo vagão de trem, que funciona como sede da Casa do Artesão.
É formada por vários jardins, pistas de skate e de patins, quadra esportiva, parque infantil, área para ginástica, campo de areia, biblioteca e ainda tem espaço para eventos e festas. É freqüentada pelos colatinenses e visitantes de diferentes idades para passeios, caminhadas, ginástica e lazer em geral, oferecendo a maior segurança. É o local ideal para uma boa leitura, nos bancos que ficam sob as árvores.
Nos sábados e domingos acontece a Feira de Artesanato, animada com eventos culturais ligados a shows musicais, peças teatrais, apresentações de dança, e outras atrações.
As crianças também têm seu cantinho especial, podendo brincar em um parquinho instalado em frente à sede do Fórum, numa área bem arborizada, com muita sombra e ventilada, e equipado com brinquedos como gangorra, escorregador, roleta e balanço.
Durante todo o ano o espaço de eventos sempre está ocupado com algum tipo de diversão, shows, feiras, exposições e bailes, e recebe ainda as visitas de circos e parques
A Avenida Delta, que fica no meio da Praça, é o ponto de encontro de quem vai nas festas na área. Durante a semana, às tardes e noites, as pessoas podem curtir o cenário e apreciar o movimento, fazer ginástica nos aparelhos instalados ao ar livre, jogar voleibol e futebol de areia.
Além de vários jardins, a Praça também é um pomar público contando com dezenas de árvores, a maioria frutíferas, com pés de manga, coco, goiaba, jambo, abacate, jaca, cajá, caju, jamelão e calabura. Muitas castanheiras também ajudam a refrescar a área.

Igreja Nossa Senhora Auxiliadora

A atual igreja católica Nossa Senhora Auxiliadora, situada no bairro Colatina Velha, foi construída na década de 50 no mesmo lugar da outra, que foi a primeira do município de Colatina, construída no século IX, com a frente virada para o Rio Doce, e demolida por estar em situações precárias.
A imagem da santa foi buscada em Vitória para o altar da primeira igreja, que foi muito danificada pelas constantes explosões de pedras feitas para a construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas, na época da mudança dos trilhos da Avenida das Nações para a Rua Pedro Epichin, o que tornou necessária a construção da atual.
O primeiro responsável foi Frei José D´Alatre e a primeira missa campal foi rezada pelo padre italiano Antonio Betramela, por volta de 1889. Também teve à frente no passado, frei Angélico.
O construtor da igreja atual foi Albino Gaiver. Ele fez o projeto e começou a construção com a ajuda dos presidiários, mas não chegou a terminar as obras. Coube a Vadico Rodrigues continuar, e mais tarde a Irmandade das Filhas de Maria, a Congregação Mariana.
Tempos depois, a imagem de Nossa Senhora Auxiliadora foi levada para a igreja matriz do Sagrado Coração de Jesus, hoje Catedral de Colatina. A imagem foi trocada por uma de São Sebastião e a igreja passou então a ter o nome do santo. Os religiosos do bairro reivindicaram de volta a estátua e só assim a igreja voltou a ser chamada pelo nome original, Nossa Senhora Auxiliadora.
Frei Lourenço foi apontado como quem havia levado a estátua da santa para a matriz para uma festa, e outro padre missionário devolveu a imagem, após oito anos de tentativas e pedidos de devolução. Antigos moradores contam que na época aconteciam muitas procissões e festas e até o Corpo de Bombeiros de Vitória vinha a Colatina para carregar a estátua.

 
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